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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

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Deputado Cesar Filho busca investimentos para Guarapuava e região

Publicado em 8/2/2011

O deputado Cesar Silvestri Filho se reuniu nesta terça-feira (08) com o secretário da Indústria, do Comércio e Assuntos do Mercosul, Ricardo Barros. O objetivo do encontro foi detalhar ações estratégicas para Guarapuava e região, visando à atração de empresas que já manifestaram interesse em se instalar no Paraná.

Paraná em crescimento, Guarapuava e Cascavel ganharam muito com isso.

Grupo francês vai investir R$ 91 milhões no Paraná

O governador Beto Richa reuniu-se nesta quinta-feira (10) com empresários do grupo francês Limagrain e com representantes da empresa paranaense Sementes Guerra. No encontro, os empresários apresentaram ao governador um projeto de parceria entre os grupos, que prevê o investimento de R$ 91 milhões e a geração de 600 vagas de trabalho no Paraná. A matriz da empresa no Brasil será no município de Pato Branco.
A principal atividade do grupo Limagrain baseia-se no desenvolvimento (pesquisa) e fornecimento de milho geneticamente modificado para o Brasil e América do Sul. Eles anunciaram, em primeira mão, para o governador Beto Richa a união das duas corporações e a criação do primeiro Centro de Pesquisa de Biotecnologia, na cidade de Londrina. Também comunicaram a intenção de expandir o projeto para os municípios de Guarapuava e Cascavel.
“O Paraná vive um novo momento, de diálogo e parceria. Eu fico orgulhoso em ver mais um grande investimento acontecer no estado. A área do agronegócio é fundamental para o desenvolvimento econômico e social do Paraná, e terá atenção especial da nossa administração,” disse o governador. Richa garantiu o investimento em infraestrutura do estado, com a melhoria das estradas e no Porto de Paranaguá.
A Limagrain tem vendas anuais de mais de 1,3 bilhão de euros e um quadro de 6.000 funcionários, espalhados em mais de 30 países, incluindo 84 estações de pesquisa. É a quarta maior empresa do mundo na área de criação de grãos. Com a parceria da empresa Guerra, o grupo passa a ser denominado no Brasil de “Limagrain Guerra”.
O diretor-geral da francesa Limagrain, Daniel Cheron, afirmou que o Brasil tem uma das melhores agriculturas do mundo e destacou a recepção do governador Beto Richa. “Estamos dispostos a contribuir para que o Brasil e o Paraná serem reconhecidos no cenário internacional como grandes produtores de grãos”, disse Cheron.
Para Ricardo Guerra, diretor-executivo do grupo Semente Guerra, a facilidade de entendimento com o governo traz mais segurança ao empresário investidor. “Quando você vive num estado de terror, de insegurança, visão marginal do processo empresarial, não sente firmeza em investir. Hoje o estado vive um novo momento, é um novo Paraná, de grandeza e crescimento. E que tem no governador as portas abertas para incentivar grandes projetos como esse apresentado hoje,” disse.
O governador Richa destacou a importância do grupo no desenvolvimento do Paraná. “A união entre esses dois grandes grupos, maiores produtores de semente, é um investimento sólido que certamente trará ao Paraná riquezas e muitos empregos,” afirmou.

Dílma bate o pé e mostra quem manda.

Marcelo Elias/Gazeta do Povo / O trecho da Linha Verde que pode ser prejudicado com o bloqueio orçamentário  tem  três quilômetros de asfalto desgastadoO trecho da Linha Verde que pode ser prejudicado com o bloqueio orçamentário tem três quilômetros de asfalto desgastado
OBRAS

“Aperto de cinto” ameaça Linha Verde

Corte orçamentário da União pode bloquear R$ 35 milhões que seriam usados em reforma do trecho sul da avenida, na capital
Publicado em 11/02/2011 | VINICIUS BOREKI
O corte de R$ 50 bilhões no orçamento federal, anunciado na quarta-feira, vai impactar no repasse de recursos para o governo e prefeituras do Paraná. A União vai reduzir verbas de custeio, diárias de viagens e emendas parlamentares. Em Curitiba, a extensão do trecho sul da Linha Verde (entre o Terminal do Pinheirinho e o Contorno Sul), a emenda mais cara do estado, corre o risco de não receber verbas. Ao todo, das R$ 336 milhões de emendas parlamentares coletivas do estado, R$ 35 milhões se referem à Linha Verde.
O governo federal havia autorizado o repasse de outros R$ 19 milhões via Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Copa, que não será afetado pelos cortes. O Instituto de Pesquisa e Planejamento Ur­­bano de Curitiba (Ippuc) não confirmou o valor total da obra ontem, alegando que o projeto está em elaboração. Mas em fevereiro do ano passado, o ór­­gão estimava em R$ 58 milhões o custo da extensão. Com isso, a administração municipal teria que desembolsar aproximadamente R$ 4 milhões (quase R$ 1 milhão de contrapartida do PAC).
Avenida
Obras da fase norte começam neste ano
O binário das ruas Chile e Guabirotuba e a trincheira da Rua Gustavo Rattmann deram início à construção da fase norte da Linha Verde. Em um total de 7,5 quilômetros, a obra deve completar o projeto inicial de transformação da BR-476 (antiga BR-116) em uma grande avenida. A intervenção total foi dividida em quatro lotes: do Jardim Botânico à Rua Victor Ferreira do Amaral; viaduto do Tarumã; da Victor Ferreira à região do conjunto Solar; e, por fim, do Solar ao Atuba. Dessa maneira, também devem ser divididos os lotes que serão colocados em licitação. Ainda neste ano, o primeiro lote deve ter sua construção iniciada.
O que já se pode prever, mesmo sem confirmação da prefeitura de Curitiba, é que o prazo de conclusão da obra, previsto para o fim de 2012, deve se estender. Na fase sul, por exemplo, houve atraso superior a um ano e meio: a primeira fase deveria ser entregue em abril de 2008, o que efetivamente aconteceu no início do ano passado. (VB)
Por meio da assessoria de imprensa, a prefeitura de Curitiba diz não ter sido informada oficialmente sobre um possível corte no repasse das emendas parlamentares. A administração municipal confia, mesmo que o recurso seja oriundo de emenda coletiva, na manutenção dos recursos pelo fato de a extensão da Linha Verde ser “uma obra estruturante”.
Em Maringá (Noroeste do es­­tado), o corte orçamentário pode bloquear o repasse de recursos para obras de infraestrutura urbana. Em Cascavel, o assunto foi tema central da reunião da Associação dos Mu­­nicípios do Oeste do Paraná (Amop), realizada ontem. (leia mais nesta página)
Integração
A extensão da Linha Verde é considerada uma obra essencial na integração entre capital e região metropolitana (RMC). “Existe consenso de que Curitiba não se limita às suas divisas. O planejamento da capital precisa ser pensado em conjunto com a região metropolitana para que todos se desenvolvam de forma organizada”, explica o membro do Con­selho Consul­tivo do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), Luiz Cláudio Mehl. Para Mehl, a intervenção é tão importante que se compara à trincheira construída na Avenida Rui Barbosa, em São José dos Pinhais, que trouxe benefícios tanto ao município quanto para a capital – especialmente aos usuários do Aeroporto Afonso Pena.
A melhoria da mobilidade pode se transformar em um atrativo para Fazenda Rio Gran­de, facilitando a instalação de empresas e diminuindo o número de pessoas que moram no município mas trabalham em Curitiba, na opinião do coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo e professor do mestrado e doutorado em Gestão Urbana da PUCPR, Carlos Hardt. “As de­­mandas já existem para esse investimento. Espero que o recurso venha porque, em curto prazo, a obra vai se tornar cada vez mais necessária”, opina. Os benefícios da obra se estendem a todos que trafegam pela rodovia.
O professor ressalta que a continuidade da Linha Verde é uma das intervenções fundamentais para a melhoria de mobilidade da capital em prol da Copa do Mundo. “Mes­mo que muitos pensem que não tenha nada a ver com a Copa, essa intervenção influência sim no planejamento. Caso não saia do papel, pode atrapalhar toda a preparação de Curitiba”, diz. Hardt explica que a construção de ligações tangenciais (vias que ligam cidades da RMC sem passar por Curitiba) e radiais (que dão acesso à capital) precisam se complementar para a mobilidade ser incrementada. Mehl concorda e ressalta que são intervenções fundamentais. “Todos deveriam ter o direito de ir e vir com fluidez”, argumenta.
Objetivo
A extensão da Linha Verde no trecho sul é uma obra inicial em um grande projeto de melhoria da ligação entre Curitiba e Fazenda Rio Grande. Há uma ideia para se criar uma linha de ligeirão (semelhante à ligação entre o Centro e o bairro Bo­­queirão, na capital). Após o Con­torno Sul, no entanto, o trecho é de responsabilidade da Au­­topista Planalto Sul, da concessionária es­­panhola OHL. Com isso, prefeituras de Curitiba e Fazenda Rio Grande, Coor­dena­ção da Região Metropolitana (Co­­mec), além da própria OHL, precisam entrar em acordo para definir o restante da obra.